Mais do que aceitar as diferenças, é preciso entender e aceitá-las. O primeiro passo é compreender que alguém que possui alguma deficiência física não significa que ele é pior. Talvez ele não tenha as habilidades que quem não possui algum grau de necessidade especial tenha, para isso, não custa nada adaptar as circunstâncias para que se possa incluí-lo nas atividades. Aliás, pelo contrário, a adaptação, que gera inclusão, gera participação e o respeito aos princípios da Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes (ONU, 1975).
“5- As pessoas deficientes têm direito a medidas que visem capacitá-las a tronarem-se tão autoconfiantes quanto possível.
6 - As pessoas deficientes têm direito a tratamento médico, psicológico, (..)e outros serviços que lhes possibilitem o máximo desenvolvimento de sua capacidade e habilidades e que acelerem o processo de sua integração social.”
De acordo com essa Declaração, percebe-se que a deficiência está na pessoa, mas não a impossibilita de realizar suas tarefas, pois ele continua sendo um ser social que precisa apenas de modificações e não de exclusões.
Para tanto, cabe fazer algumas adaptações, de forma que os que possuem mais dificuldade possam realizar um esporte. Dessa forma, existe o Esporte Adaptado, que, segundo Tubino, “ ...é que também são chamados de Esporte para deficientes, Esporte para Portadores de Deficiência ou Esporte para Necessitado Especial. Constituem-se em práticas esportivas que receberam modificações, sob a perspectiva de adaptação, nas regras e nos equipamentos, para que se ajustem às pessoas com necessidades especiais. São disputados em várias categorias, como: paralisado cerebral em cadeira de rodas; com visão prejudicada; amputados; portadores de deficiências mentais e outras”.
O objetivo do Esporte Adaptado é ampliar a participação dos Necessitados Especiais, agrupando-os sem que sejam segregados e sim oferecendo mais opções de oportunidades em todos os níveis.
Para o Necessitado Especial, a atividade esportiva traz mais do que benefícios do esporte como competição, mas também social, terapêutica, corretiva, recreativa, pois trabalha os valores como auto-estima; valorização; limites; segurança; superação e outros sentimentos capazes de fortalecer uma vida.
Exemplos de Esporte Adaptado, no próximo post.
Até!
Vamo que vamo!
Fontes: Declaração dos Direitos dos Deficientes Físicos. Disponível em:portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/dec_def.pdf
A inclusão do necessitado especial no esporte escolar. Disponível em:http://www.efdeportes.com/
Publicado em http://travinha.com.br/blogs/superacao em 08/07/2010
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